Programação Neurolinguística na Educação – 2º parte

 

Pressupostos

O mundo em que vivemos é, sob o ponto de vista individual, infinitamente variável. Cada ser tem uma concepção de mundo de acordo com seus valores, crenças, conhecimentos e outras informações que estejam registradas em sua mente. Ou, por assim dizer, cada um tem seu modelo mental, a partir do qual enxerga o mundo e nele interage. A Programação Neurolinguística – PNL, se ocupa em compreender esse universo chamado mente humana. Assim sendo, sua contribuição para a ciência é extremante significante, sugerindo hipóteses e oferecendo soluções para situações aparentemente insolúveis. A educação por ser uma área que trata diretamente das relações interpessoais diretas e suas influências, pode encontrar na PNL uma poderosa ferramenta para potencializar seus resultados, dsenvolvida a partir de pressupostos aplicáveis.

Os experimentos realizados com aplicação dos recursos da PNL (competências socioemocionais), para atender ao público estudante, em diferentes partes do planeta, mostram que a educação quando está aberta às inovações possíveis e existentes, consegue entregar melhor qualidade ao seu produto final. Quanto mais cedo os estudantes tem acesso aos recursos e aprendizagens sobre o autoconhecimento, melhor é seu desempenho na realização das atividades escolares e nos seus relacionamentos. Isso é o que comprovou estudos feitos com o acompanhamento de alunos em escolas dos Estados Unidos, onde os resultados foram superiores aos obtidos em escolas tradicionais. Como vemos a seguir, em Goleman -1995:

Apêndice F
Aprendizado Social e Emocional: Resultados PROJETO DE DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA Eric Schaps, Centro de Estudos do Desenvolvimento, Oakland, Califórnia.

RESULTADOS:
Avaliação em escolas do norte da Califórnia, séries jardim de infância-6; classificação por observadores independentes, comparando com escolas de controle.

• mais responsável
• mais assertivo
• mais popular e aberto
• mais pró-social e prestativo
• mais compreensão dos outros
• mais atencioso, interessado
• mais harmonioso
• mais “democrático”
• melhores aptidões na solução de conflitos

Fontes:
E. Schaps e V. Battistich, “Promoting Health Development Through School-Based Prevention: New Approaches”, OSAP Prevention Monograph, no. 8: Preventing
Adolescent Drug Use: From Theory to Practice. Eric Gopelrud (ed.), Rockville, MD:Office of Substance Abuse Prevention, U.S.
Dept. of Health and Human Services, 1991.
D. Solomon, M. Watson, V. Battistich, E. Schaps e K. Delucchi, “Creating a CaringCommunity: Educational Practices
That Promote Children’s Prosocial Development”, in F. K. Oser, Dick, e J.-L. Patry, eds., Effective and Responsible Teaching: The New Synthesis (São Francisco: Jossey-Bass, 1992). (GOLEMAN: Inteligência Emocional – 1995, p. 357)

Exemplos assim podem comprovar a eficácia do uso dos recursos da PNL com o público estudante. A PNL se baseia em alguns pressupostos, que devem ser compreendidos, assimilados como pertinentes, e aplicados à realidade existente no contexto vivido. Eles são vários e bem abrangentes, e somente à medida que há uma compreensão significativa e prática para cada um, os benefícios de sua aplicação podem ser percebidos. Os principais pressupostos referidos são os seguintes: 1 – O mapa não é o território; 2 – As experiências possuem uma estrutura; 3 – Se uma pessoa pode fazer algo, todos podem aprender a fazê-lo também; 4 – Corpo e mente são partes do mesmo sistema; 5 – As pessoas já possuem todos os recursos de que necessitam; 6 – É impossível NÃO se comunicar; 7 – O significado da sua comunicação é a reação que você obtém; 8 – Todo comportamento tem uma intenção positiva; 9 – As pessoas sempre fazem a melhor escolha disponível para elas; 10 – Se o que você está fazendo não está funcionando, faça outra coisa.

Segundo o dicionário Aurélio, Pressuposto é “o que se acredita ou se julga por antecipação”.
Nesta oportunidade o foco é a abordagem do primeiro pressuposto listado acima, “O mapa não é o território” e associá-lo com a importância da PNL na educação. A autoria dessa frase é atribuída a Alfred Korzybski Habdank Skarbek, (1879-1950), engenheiro, filósofo, matemático e cientista, autor da obra “Consciência da Abstração”.

A considerar que educação, ou seja, as aprendizagens são resultados de descobertas, faz total sentido refletir sobre a aplicação do referido pressuposto. É natural a compreensão que cada indivíduo possui um mapa diferente, muito embora, em determinados momentos tenham de explorar o mesmo território. Logo, apesar de o território ser o mesmo, cada individuo terá uma visão prévia e particular desse território. Isso em função de valores, crenças, circunstâncias e condições diferentes. E, por suposição é possível crer que essas visões serão diversas, sem querer classificá-las em “certas” ou “erradas”, e que irão dar dimensões diferentes ao território real.

Aqui o poder da PLN pode ser percebido positivamente no favorecimento da aprendizagem. Quando o aluno desde cedo aprende que o mapa que ele possui é apenas uma possibilidade inicial para explorar e descobrir o território, ele está criando múltiplas possibilidades de se relacionar com essa nova realidade. Por outro lado, quando ele considera que o mapa que possui previamente é a única e “verdadeira versão” do território, as portas das descobertas estão fechadas, ou restritas para ele. Essas considerações iniciais fazendo a ponte entre esses dois mundos – o imaginado e o possível – mostram como a programação mental limita o campo de ação e consequentemente as possibilidades de aprendizagens. Sem questionamentos sobre o certo ou errado, apenas como análise de opções é possível compreender que o pressuposto apresentado contempla uma realidade recorrente na educação escolar. O estudante tem uma imaginação, muitas vezes incipiente sobre algum assunto abordado, e por falta de abrir seus horizontes quanto à novas descobertas possíveis, sua ação se reduz ao desinteresse e, às vezes ao tédio.

Professores conscientes dessa poderosa ferramenta chamada PNL e preparados para inspirar instigar seus alunos, têm também o poder transformador. Ao descobrirem as infinitas possibilidades de reações existentes frente a cada situação, possivelmente obterão os melhores resultados como prêmio por essa dedicação em formar seres pensadores. E seus alunos lhes serão eternamente gratos, por aprenderem que as descobertas são ilimitadas. E, melhor ainda, facultada a todos.

Referências
https://www.dicio.com.br/pressuposto/> Acesso em 27 de julho de 2018.
GOLEMAN, Daniel – Inteligência Emocional [recurso eletrônico] / Daniel Goleman; tradução Marcos Santarrita. – Rio de Janeiro: Objetiva, 2011: recurso digital
https://golfinho.com.br/artigo/pressupostos-da-pnl.htm> Acesso em 27 de julho de 2018.
https://www.pnl.com.br/programacao-neurolinguistica/publicacoes/pnl-e-inteligencia-emocional> Acesso em 27 de julho de 2018.

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