Programação Neurolinguística na Educação – 3º parte

 

“Se uma pessoa pode fazer algo, todos podem aprender a fazê-lo também”

A discussão sobre a aprendizagem e os fatores que o circundam é tema que está presente em todos os debates educacionais. Nesses debates, todavia, as atenções são geralmente voltadas para métodos de ensino, fórmulas ou conceitos para serem aplicados em diversos contextos visando a melhoria da aprendizagem. Apesar de haver relativa preocupação com o tema, é inegável que ainda existe muito a se descobrir sobre o tema e muito a se fazer em prol de uma aprendizagem de qualidade e com equidade. Para auxiliar nessa empreitada a Programação Neurolinguística – PNL pode contribuir como ciência que se ocupada da programação mental como fatores geradores das aprendizagens. A seguir algumas considerações sobre o pressuposto referido acima.

A questão da aprendizagem é, talvez, o maior desafio existente atualmente na educação. Para tomar como exemplo a sala de aula, um espaço diminuto, nele aparecem para serem discutidas questões referentes aos vários níveis de aprendizagem que ali se apresentam. Um desses desafios é, além de atender a todos sem privilégios e sem discriminação ou preconceitos, oferecer formas e condições apropriadas para que todos consigam desenvolver integralmente o seu potencial enquanto seres humanos e alunos. Essa reflexão demanda uma questão complexa, considerando a rica heterogeneidade presente em todas as localidades do Brasil. A questão é: Como deve ser a educação para que todos aprendam e desenvolvam o pleno potencial que possuem?

O pressuposto da PNL de que trata este comentário aponta a sugestão de que a compreensão e crença na própria capacidade faz imensa diferença no aprendizado do indivíduo. Considerando as competências pedagógicas e associando-as à assimilação do real sentindo e motivo da afirmação: “Se uma pessoa pode fazer algo, todos podem aprender a fazê-lo também” – terceiro pressuposto da PNL –, aqui analisado, a aprendizagem pode sim, estar ao alcance de todos. Para isso as causas reais impeditivas devem ser compreendidas e trabalhadas para serem minimizadas.

A crença absoluta na possibilidade de aprendizagem de algo, naturalmente aumenta o interesse pelo assunto a ser aprendido. O interesse pode ser o fator motivador, e a motivação passa a ser a razão favorecedora da ação que viabiliza a nova aprendizagem. Nesse processo que parte da realidade do aprendiz como um ser integral e daí aponta meios para seu desenvolvimento e evolução, o professor preparado e consciente dos fatores influentes na formação dessa integralidade é peça fundamental e modelo de referência. Como dizia o grande visionário e empreendedor Henry Ford, “Se você pensa que pode, ou você pensa que não pode, de qualquer forma, você tem toda razão”. Essa afirmação se bem compreendida, reforça a ideia contida no pressuposto do qual aqui se trata.

Que tal sem querer inverter a ordem das coisas, procurar em benefício da aprendizagem, antes de oferecer disciplinas da grade curricular indiscriminadamente a todos, buscar conhecer a realidade de cada indivíduo, e a partir desse conhecimento leva-los a crer que todos podem sim aprender? Uma mente em exercício pode alcançar grandes benefícios. Para isso a PNL serve como indispensável ferramenta para a educação. Acredita-se que, uma vez munidos com a crença de que podem aprender habilidades para novas aprendizagens, também serão desenvolvidas novas competências, que se incorporarão ao repertório de cada um. A aprendizagem será consequência de um trabalho que respeita o ser na sua totalidade, e assim o faz crer e se desenvolver, interagir e viver em sociedade.

O que se pode imaginar de um ambiente de aprendizagem onde TODOS exercitam a crença de que: “Se uma pessoa pode fazer algo, todos podem aprender a fazê-lo também”? Certamente, mesmo sabendo que as habilidades são diversas e voltadas para as mais variadas competências, num local com tais condições, o ânimo, disposição, interesse e motivação para aprendizagem, por si só já seriam surpreendentes. Ademais, contando com referidos “ingredientes” a aprendizagem deixaria de ser dolorosa e passaria a ser prazerosa. Um sonho? Para alguns talvez. Para muitos uma realidade.

Referência

GOLEMAN, Daniel – Inteligência Emocional [recurso eletrônico] / Daniel Goleman; tradução Marcos Santarrita. – Rio de Janeiro: Objetiva, 2011: recurso digital
https://golfinho.com.br/artigo/pnl-na-educacao-a-arte-de-criar-aulas-inesqueciveis.htm> 27/07/2018.

 

Designed by Freepik

Deixe uma resposta

O seu e-mail não será publicado.

*


© 2019 Pauta Online Blog

Topo ↑