Programação Neurolinguística na Educação

 

A educação, no século XXI traz novas possiblidades e inovações. O que surpreende é verificar que ainda existe um clamor nacional – falando de Brasil – pela melhoria da qualidade da educação, que está distante de ser atendido. O que está faltando para que os avanços tecnológicos associados aos aprofundados conhecimentos em diversas áreas de estudos consigam suprir essa carência? Como uma resposta simplificada não é capaz de propor alguma solução, ao interessado resta buscar compreender algum meio que possa amenizar a distância que existe entre o esforço por ensinar e a dificuldade em aprender. Esse meio pode estar na Programação Neurolinguística – PNL.

Existem muitos estudos que enfatizam a importância da PNL no mundo dos negócios, principalmente no comércio e nas corporações empresariais. Ou seja, a valorização da compreensão do indivíduo como um ser único e complexo, que possui um cérebro de capacidade imensurável, está sendo explorada como forma de potencializar o desempenho coletivo nos ambientes de trabalho e, por fim elevar a produção e consequentemente o lucro das instituições. Nesse contexto, há que se destacar que as empresas, sejam elas quais forem, dependem da ação de pessoas. Mesmo que sejam operadas por máquinas sofisticadas, essas máquinas são pensadas, desenvolvidas e programadas por pessoas. Elas podem diminuir as relações interpessoais, porém não as eliminam. E, nessas relações interpessoais, quando há a verdadeira compreensão da complexidade natural do ser humano e isso é valorizado no campo das relações, (expressões verbais e não verbais), o resultado e a qualidade de vida são consequências naturais.   

A educação, área que é feita basicamente de relações interpessoais, deve estar no centro das atenções e ser de alguma forma interessada/beneficiada, quando se trata de atitudes relacionais bem sucedidas. Ou talvez, as ações bem sucedidas na educação poder ser exploradas pelas organizações empresariais. É um ciclo em que o recomeço é constante. Nessa realidade entra a importância da PNL, que pode ser explorada pela educação, com possibilidades de excelentes resultados, como já tem sido comprovado em diversos estudos.

Este comentário visa destacar a importância do tema sem ter a pretensão de se aprofundar no assunto, o que pode ser feito pelos interessados através de consultas ao vasto material que existe disponível sobre ele, produzido por especialistas de várias partes do planeta. Um dos pontos interessantes derivado da PNL, e de grande contribuição para a educação, tem sido a Inteligência Emocional, que vem sendo estudada e aplicada em vários projetos na área da educação. Um dos grandes nomes da PNL, Anthony Robbins, em seu livro “Poder sem Limites”, escreveu:

“Conheci, então a ciência conhecida como Programação Neurolinguística, abreviada para PNL.
Se você analisá-la, o nome vem de neuro, que se refere a cérebro, e linguístico, que se refere à linguagem. Programação é a instalação de um plano ou procedimento. PNL é o estudo de como a linguagem, tanto a verbal como a não verbal, afeta nosso sistema nervoso. Nossa capacidade de fazer qualquer coisa na vida está baseada em nossa capacidade de dirigir nosso próprio sistema nervoso. Aqueles que alcançam algum resultado importante conseguiram comunicações específicas para o sistema nervoso por meio deles”. (Robbins – 2017)

Com base no que afirma o autor e pensando em educação, cabe lembrar que a atividade docente consiste em relações interpessoais. Isso torna a profissão um mundo complexo de ações e reações. Em nosso planeta existem atualmente mais de 7,6 bilhões de pessoas, dessas não existe uma que seja literalmente igual a outra. Isso já é uma razão para imaginar a complexidade do trabalho da educação feito no contato direto professor-aluno. Esse mundo precisa de um olhar atento que torne possível e viável as ferramentas e condições para que essa relação seja além de saudável e amistosa, também produtiva e eficaz. Aqui entra a contribuição da PNL enquanto ciência a ser explorada e utilizada com seus benefícios inestimáveis para as atividades que dependem de relações interpessoais.

Os conhecimentos técnicos e acadêmicos sobre currículo, disciplinas ou matérias escolares são importantes, porém não suficientes para atender à demanda existente em um universo chamado sala de aula. Além das diversas personalidades ali existentes que interagem entre si, há ainda reunidos nesse ambiente uma infinidade de circunstâncias advindas das condições sociais diversas que povoam uma sala de aula. Esses “ingredientes” criam uma atmosfera muitas vezes hostil, dada a imaturidade do público para lidar com esse emaranhado de situações ali presentes. A PNL não se propõe a resolver todos os problemas da educação, ou tornar a sala de aula um paraíso, porém pensando em uma formação plena para a vida em sociedade, que valoriza a capacidade de desenvolvimento do indivíduo, o respeito ao outro, ao diferente, a resiliência e administração de conflitos, além dos recursos convencionais e tecnológicos que estão a serviço da educação, pensando em todos os agentes envolvidos, ela pode ser uma poderosa aliada.

Com as observações feitas, a ideia é dar destaque para essa poderosa ferramenta que ainda é pouco usada pela educação. Muitos são os conteúdos produzidos por estudos e profissionais da área que estão disponíveis para os interessados, livros e sites, como é o caso do site metas.com.br, com rico material para estudos.

O que parece existir em relação ao tema é uma resistência em se lançar mão de um recurso inovador para fazer parte do cotidiano escolar. Isso, porém, é compreensível devido às tantas tentativas de programas educacionais criados sem grandes efeitos. Com estudo e dedicação para a compreensão dos benefícios que podem ser obtidos pela PNL, e utilização destes, a educação agradece.

Para bem educar e cuidar de um ser é preciso conhecer sobre o tal.

 

Referências

ROBBINS, Anthony – Poder Sem Limites: o caminho do sucesso pessoal pela programação neurolinguística/tradução: Muriel Alvez Brazil – 26ª edição – Rio de Janeiro: Best Seller, 2017

Sites:

https://www.metas.com.br/artigo/pnl-na-educacao.htm> Acesso em 08 de julho de 2018

 

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